quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Hurley Pro - Taj leva a taça em final aussie

Aussie Taj Burrow derrota o compatriota Julian Wilson em Trestles 
Por João Carvalho

Uma final australiana fechou o Hurley Pro na quarta-feira, com Taj Burrow, 35 anos, festejando a 12.a vitória da carreira no Circuito Mundial em Trestles, na Califórnia, Estados Unidos. A decisão foi contra Julian Wilson, 24, e valia o maior prêmio do ASP World Tour 2013. Taj Burrow faturou 105 mil dólares e subiu da quinta para a quarta posição no ranking, enquanto o vice-campeão ficou com 30 mil dólares e foi do 11.o para o sétimo lugar na etapa norte-americana do WCT. Restam três para definir o campeão mundial da temporada e o australiano Mick Fanning, 32, volta a defender a liderança no Quiksilver Pro France, que começa no dia 27 e vai até 7 de outubro em Hossegor.

“Eu não poderia estar mais feliz, porque já é a terceira final que faço aqui e a primeira que eu venci”, disse Taj Burrow. “Foi um dia especial e senti como se as ondas boas viessem pra mim, no lugar que eu estava. Fui ganhando confiança a cada bateria e estava muito bem na final. Eu sabia que o Julian (Wilson) seria difícil de bater porque faz manobras incríveis que podem tirar uma nota alta a qualquer hora. Então, procurei surfar com inteligência e, apesar de ter cometido alguns erros, deu tudo certo e estou muito feliz por colocar meu nome entre os campeões aqui em Trestles”.

Com a vitória no Hurley Pro, Taj Burrow entra na briga do título mundial e já disputa a ponta do ranking na França. Ele é um dos quatro que têm chances matemáticas de ultrapassar Mick Fanning na primeira das duas etapas do WCT na Europa. Os outros são o agora vice-líder Kelly Slater, 41 anos, o sul-africano Jordy Smith, 25, que parou no campeão nas semifinais e assumiu o terceiro lugar, além do número 1 do mundo no ano passado, Joel Parkinson, 32, que caiu da terceira para a quinta posição com a eliminação na terceira fase, como Slater.

Burrow começou o último dia derrotando o brasileiro Adriano de Souza, 26 anos, no segundo confronto da quarta-feira de ondas de 2-3 pés em Lower Trestles. Foi a sétima derrota em dez duelos eliminatórios contra o australiano em etapas do WCT, mas Mineirinho surfou bem e poderia ter vencido as outras três baterias da repescagem com os 14,45 pontos que totalizou, menos essa contra Taj Burrow que venceu por 15,60 pontos. No caminho até a grande final, ainda passou pelo algoz de Kelly Slater, o norte-americano Patrick Gudauskas,27, nas quartas de final e por Jordy Smith nas semifinais.

Apesar de ser um dos veteranos do ASP Tour, Burrow sempre atualizou o seu surfe como Kelly Slater, colocando no seu repertório as manobras modernas da nova geração, bem como os aéreos que usou para garantir algumas vitórias nas esquerdas e direitas de Lower Trestles. Já Julian Wilson fez as melhores apresentações da semana na Califórnia e os recordes do campeonato na última bateria da terça-feira, quando ganhou uma nota 9,83 dos juízes para atingir 19,07 pontos de 20 possíveis.

“O segundo lugar foi um grande resultado, mas eu preferia ter vencido”, disse Julian Wilson. “Foi muito complicado lá fora e eu errei muito, enfim, não estava no ritmo. A estratégia era muito importante, mas eu não tive uma boa escolha de ondas. Fiquei pensando que poderia fazer alguma grande manobra, só que não consegui e agora é tentar o próximo. Ganhei algumas posições no ranking e quero continuar subindo, então vou buscar isso nos próximos eventos”.

O resultado do Hurley Pro não provocou nenhuma mudança de nomes na lista dos top-32 para o WCT do ano que vem, apenas de posições dentro do grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na divisão de elite da ASP. O sul-africano Travis Logie, 34 anos, foi a surpresa do último dia, ao deixar o bicampeão mundial Mick Fanning em nono lugar na Califórnia. O australiano tinha recuperado a ponta do ranking quando derrotou o brasileiro Alejo Muniz, 23, na terça-feira, logo depois do ex-líder Kelly Slater ser eliminado por Patrick Gudauskas também na terceira fase.

Com a classificação para as quartas de final, Logie saiu da rabeira do grupo dos 22 e subiu para o 19.o lugar. Entre os seis brasileiros da elite, só metade está na zona de classificação para o WCT de 2014, Adriano de Souza que continuou em oitavo no ranking, assim como Filipe Toledo em 17.o e Gabriel Medina na 18.a colocação. Alejo Muniz está garantindo a sua permanência entre os dez indicados pelo ranking unificado da ASP, o ASP World Ranking, mas Miguel Pupo e Raoni Monteiro não aparecem em nenhuma das duas listas classificatórias no momento.

Depois de abrir a temporada 2013 na Austrália, a disputa do título mundial passou pelo Brasil, Ilhas Fiji, Indonésia, Taiti, Estados Unidos e agora vem a “perna europeia” com duas etapas seguidas antes do encerramento do ASP World Tour 2013 no Billabong Pipe Masters, em dezembro no Havaí. A próxima é o Quiksilver Pro France, de 27 de setembro a 7 de outubro em Hossegor, que no ano passado foi vencido por Kelly Slater.

Dois dias depois começa o Rip Curl Pro em Portugal, de 9 a 20 de outubro em Peniche. Adriano de Souza foi campeão desta etapa em 2011 numa final memorável contra Slater em Supertubos. E no ano passado, Gabriel Medina quase repete o feito de Mineirinho, mas o australiano Julian Wilson impediu o bicampeonato do Brasil no WCT de Portugal, na onda que surfou nos segundos finais da bateria em Peniche.

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