domingo, 31 de agosto de 2014

WCT 2015 - Boa, Silvana!

Silvana vence na Espanha e volta para o WCT depois de sofrer por contusão no joelho e falta de patrocínio. Foto: Lodin Aquashot / ASP

Silvana Lima garante retorno ao WCT com vitória na Espanha - Por João Carvalho

Cearense derrota a australiana Bronte Macaulay numa onda dos últimos segundos da final do ASP 6-Star Pantin Classic Galicia Pro para confirmar a volta do Brasil ao WCT feminino em 2015

O Brasil e a América do Sul voltam a ter uma representante no seleto grupo das top-17 do Samsung Galaxy ASP Women´s Championship Tour em 2015. A brasileira Silvana Lima, 29 anos, faturou o título do ASP 6-Star Pantin Classic Galicia Pro neste sábado na Espanha e já garantiu o seu retorno à elite mundial feminina, antes mesmo das três etapas da nova "perna sul-americana" da ASP South America que será disputada nos meses de outubro e novembro no Brasil e no Chile. A segunda vitória da cearense na temporada foi conquistada na onda que ela surfou nos últimos segundos da final contra a jovem australiana Bronte Macaulay, 20, nas ondas da Playa de Pantin, em Valdovino, na Galicia, Espanha.

"Eu estou muito feliz por ganhar esse evento aqui de uma forma tão incrível", disse Silvana Lima. "A Bronte (Macaulay) surfou muito bem o evento todo e sei o quanto ela queria vencer essa final. Mas, Deus me deu essa onda nos últimos segundos e sou muito grata por isso. Honestamente, eu não achava que poderia obter a pontuação, mas quando vi aquela onda eu sabia que tinha uma boa oportunidade para isso e estou feliz por ter conseguido a virada".

PERNA SUL-AMERICANA - Mesmo com a vaga já confirmada em primeiro lugar disparado no ranking do ASP Qualifying Series, Silvana Lima garantiu que vai participar das novas etapas da "perna sul-americana" da ASP South America. A primeira delas é na Praia da Joaquina, em Florianópolis, que pela primeira vez vai sediar uma prova feminina do Circuito Mundial da ASP, o Santa Catarina Pro com nível 5 estrelas nos dias 18 a 23 de outubro. Na semana seguinte, de 27 de outubro a 2 de novembro, tem o ASP 4-Star Mahalo Surf Eco Festival na cidade onde ela morou, Itacaré, no litoral sul da Bahia. E o ASP Women´s Qualifying Series será encerrado nos dias 13 a 16 de novembro no Maui Women´s Pro nas grandes ondas de Punta de Lobos, em Pichilemu, no Chile.

"É claro que eu vou para o Brasil. Eu adoro competir e sempre me sinto confiante em casa", disse Silvana Lima. "Como já garanti minha vaga, será melhor ainda, pois estarei bem mais relaxada, sem pressão por resultados. Vai ser como um período de férias para mim agora e eu estou feliz em saber que no ano que vem estarei de novo lá no WCT representando o Brasil entre as melhores do mundo e principalmente voltando a disputar o título mundial".

O Pantin Classic Galicia Pro foi a última prova com nível máximo 6 estrelas que vale 3.500 pontos da temporada e a lista das seis indicadas pelo ASP Women´s Qualifying Series para completar o seleto grupo das top-17 do WCT feminino está praticamente definida. Assim como Silvana Lima, a norte-americana Sage Erickson, segunda colocada no ranking, recuperou a vaga perdida no ano passado. Depois, vêm três surfistas da elite atual que já garantiram suas permanências pelo ranking de acesso, as australianas Laura Enever (3.o no ranking) e Nikki Van Dijk (4.o) e a havaiana Coco Ho (5.o). Em seguida, tem uma novidade para o ano que vem, a havaiana Tatiana Weston-Webb, em sexto lugar no ranking.

ÚLTIMA VAGA - No momento, Laura Enever ocupa a décima posição no ranking do WCT, que mantém justamente as dez primeiras colocadas no grupo das top-17. Ela foi barrada nas semifinais pela campeã Silvana Lima e ficou feliz pelo terceiro lugar na Espanha, pois com este resultado pode até sair do G-10 do WCT, mas já está garantida na elite por mais um ano. Como Enever está entrando pelo ranking principal, o ASP Qualifying Series vai classificando até a sétima colocada, a havaiana Alessa Quizon. Esta é a única vaga que ainda está em jogo, pois a australiana Keely Andrew em nono lugar, têm chances matemáticas de ultrapassar os 7.490 pontos dela nas duas etapas da "perna sul-americana" que serão disputadas no Brasil.

"Eu tive duas oportunidades de vencer a Silvana (Lima), só que eu caí nas ondas", disse Laura Enever. "Mas não importa e estou feliz porque o terceiro lugar era realmente tudo o que eu precisava para solidificar a minha vaga no WCT. Minha única razão em vir para a Europa era tentar tirar essa pressão para os próximos eventos do WCT. A meta foi cumprida e agora vou mais tranquila e muito mais animada para Trestles (próxima etapa de 9 a 20 de setembro nos EUA) e para as próximas etapas que faltam para fechar o ano no WCT".

VICE-CAMPEÃ - Sem chances matemáticas de brigar por vaga no G-6, a vice-campeã Bronte Macaulay pelo menos festejou o seu melhor resultado na carreira e confessou que seu principal objetivo neste ano é se classificar para o Mundial Pro Junior da ASP pelas seletivas da Austrália. Com os 2.640 pontos do vice-campeonato no Pantin Classic Galicia Pro, ela saltou da 31.a para a 14.a posição no ranking do ASP Qualifying Series. Porém, mesmo que vença as três etapas da "perna sul-americana" da ASP South America, Macaulay não consegue ultrapassar os 7.490 pontos da havaiana Alessa Quizon, que está fechando o G-6 no momento.

"Esta foi minha primeira final em um campeonato importante do Circuito Mundial e acho que o nervosismo me atrapalhou um pouco", confessou Bronte Macaulay. "Eu estava vencendo até o último minuto, então saio daqui feliz pelo resultado também. Eu ainda estou mais focada no Circuito Pro Junior da Austrália e temos mais um evento em setembro, em Cronulla Beach, para tentar me classificar para o Mundial da ASP. Mas, no próximo ano eu realmente quero fazer uma temporada completa no WQS para tentar uma vaga para o WCT".

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João Carvalho - Assessoria de Imprensa da ASP South America
jcarvalho@aspworldtour.com
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G-6 DO ASP WOMEN´S QUALIFYING SERIES - 11 etapas:
1.a: Silvana Lima (BRA) - 12.200 pontos
2.a: Sage Erickson (EUA) - 9.870
3.a: Laura Enever (AUS) - 9.280 e top-10 do WCT
4.a: Nikki Van Dijk (AUS) - 9.100
5.a: Coco Ho (HAV) - 8.700
6.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) - 8.370
7.a: Alessa Quizon (HAV) - 7.490
---------sul-americanas até a 100.a no ranking:
24: Anali Gomez (PER) - 3.673 pontos
34: Dominic Barona (QUE) - 2.328
43: Jacqueline Silva (BRA) - 1.983
47: Sofia Mulanovich (PER) - 1.820
65: Carol Fernandes (BRA) - 1.112
79: Ornella Pellizzari (ARG) - 856
81: Jessica Anderson (CHL) - 817
92: Bruna Schmitz (BRA) - 630
107: Suelen Naraisa (BRA) - 487

FINAL DO ASP 6-STAR PANTIN CLASSIC GALICIA PRO:
Campeã: Silvana Lima (BRA) por 12,43 pontos (notas 8,00+4,43) - US$ 8.000 e 3.500 pontos
Vice-campeã: Bronte Macaulay (AUS) com 12,24 (6,17+6,07) - US$ 4.000 e 2.640 pontos

SEMIFINAIS - 3.o lugar - US$ 1.900 e 2.080 pontos:
1.a: Bronte Macaulay (AUS) 14.10 x 7.84 Pauline Ado (FRA)
2.a: Silvana Lima (BRA) 10.80 x 5.86 Laura Enever (AUS)

QUARTAS DE FINAL - 5.o lugar - US$ 1.100 e 1.560 pontos:
1.a: Bronte Macaulay (AUS) 10.67 x 10.60 Coco Ho (HAV)
2.a: Pauline Ado (FRA) 9.40 x 8.77 Paige Hareb (NZL)
3.a: Laura Enever (AUS) 14.73 x 13.73 Sage Erickson (EUA)
4.a: Silvana Lima (BRA) 14.93 x 12.94 Nikki Van Dijk (AUS)

Silvana Lima


Bronte Macaulay

Pauline Ado

Laura Enever






Kevin Coakley - El Guapo



5'5" X 19 1/4 - Lost recupera o surf punk dos anos 90

Confira a história de 5'5" X 19 1/4 no site What Youth




sábado, 30 de agosto de 2014

A nova era do surf de luxo

O surf é um novo esporte depois do bolsa-família

Requinte e viadagem revelam novas tendências nas praias

Top models do longboard desfilam nas baterias de salto alto 

Wetsuits de látex surgem nas praias a todo o momento 

Tommy Hilfinger compra uma vaga no WCT

O localismo black trunk transpira um aroma renovador 

A onda surfashion é novidade no piscinão de Ramos  

Marias-parafinas não precisam mais xavecar os tops para ganhar a vida

Acessórios sofisticados são distribuídos gratuitamente nas praias de todo o planeta

Lake of Dreams - Capital mundial dos pirados




Pessoas nuas com os copos pintados, carros decorados, barracas enfeitadas, instalações gigantescas, sol forte, isto é o Burning Man, um festival que acontece no deserto de Nevada todos os anos. A proposta é ser um evento onde todos são encorajados a se expressarem. Não importa o que você faça, desde que seja criativamente.

Existem vários boatos sobre o que é o Burning Man, alguns dizem que é um festival pagão, outros pensam que é o Woodstock dos anos 90 ou um festival hippie onde tudo é permitido. Mas a verdadeira intenção do evento é ser um fenômeno populista propagado pela Internet, considerado por muitos como um experimento social. Burning Man quer ser uma alternativa para a cultura de massas e a sociedade consumista.

Uma cidade no meio do deserto

Todo ano se constrói uma cidade chamada Black Rock City, em pleno deserto de Nevada (EUA), para se realizar o evento. Lá tudo é permitido.

Pessoas perambulam com fantasias ou até mesmo sem roupa alguma. Performances não acontecem somente nos palcos, mas em qualquer lugar, todos são considerados performers. Para Steven, um californiano de São Francisco, andar de bicicleta pelado pelo acampamento é uma das coisas mais interessantes do evento. "é uma sensação de liberdade que só existe lá", diz ele.

Outra atividade muito popular no Burning Man é o banho nas piscinas naturais de águas quentes, as chamadas Hot Springs. Este é o único tipo de banho que se pode tomar no deserto.

O fato de não se poder vender ou comprar nada é o que leva o sueco Stefan Gustafsson a ir todo ano para o Burning Man. Ele acrescenta dizendo que "o festival é extravagante mas muito respeitoso. Não há nenhuma forma de violência e brigas."

Como tudo começou

O primeiro Burning Man aconteceu em 1986 em Baker’s Beach, em plena cidade de San Francisco. Larry Harvey e seu amigo Jerry James construíram um homem de madeira para queimá-lo. Na época o evento teve mais ou menos 20 pessoas assistindo.

Apesar de um início tão modesto, o Burning Man foi repetido todo o ano e cada vez mais com um número maior de participantes. Até que em 1990 a polícia do parque impediu a queima da estátua. Tiveram, então que procurar um novo local, e em 1991 resolveram queimar o homem no deserto (Black Rock Desert). Foi um sucesso, o 250 participantes assistiram a queima do boneco com 13 metros altura. O sucesso do lugar foi se firmando como parte do evento. Distante da cidade, livre para se desenvolver com suas características sem incomodar sociedade tradicional.

Hoje o evento recebe uma média de 15 mil pessoas todos anos. O boneco também cresceu, hoje ele tem tem mais de 15 metros.

O evento

O lugar do evento é chamado de Playa. Embora a primeira vista tudo pareça uma grande anarquia, o evento é bem organizado, com áreas separadas para os acampamentos e para as atividades, performances e whorkshops que rolam durante o festival. Até mesmo um aeroporto é montado na planície deserta com controle de tráfego aéreo e tudo mais.

Ao chegar no local você recebe um mapa da Playa mostrando onde estão as principais instalações e os acampamentos. No centro desta grande Playa fica o Center Camp, um centro de atividades. A uns 400 metros do Center Camp se ergue um homem de madeira de 50 pés de altura, que será queimado na penúltima noite do evento.

A Playa é organizada num formato de círculo, usando 2/3 dele, um semi círculo. Possui axes de cada meia hora cada, como um relógio marcando das 2 às 10 horas. Estes axes estão interseccionados com nove semi círculos que representam os planetas do sistema solar (veja o mapa do evento)

Este ano Burning Man terá o maior pictograma em laser do mundo, criado por Russel Wilcox do Lawrence Livermore Laboratories. A organização do evento já está recrutando voluntários para trabalhar na montagem da instalação.

Infra-estrutura

A palavra de ordem do festival é liberdade de expressão para todos os participantes. A organização tenta interfeir o mínimo possível nas atividades e na participação de cada um na festa.

Por ser um evento que levanta a bandeira conta o consumismo você não espere encontrará lojas ou barraquinhas vendendo lembranças, comidas ou mercado no Burning Man. Tudo deve ser trazido de casa ou da cidade mais próxima. As únicas coisas que você pode comprar no local são gelo e café.

Para quem vai para o Burning Man e não não dispensa um mínimo grau de conforto a melhor alternativa é alugar um motor-home em San Francisco e seguir rumo ao deserto de Nevada com toda a sua bagagem.

Não há chuveiros para banhos também, para quem não tem seu motor-home a única alternativa são as piscinas naturais. A organização se encarrega de colocar vários banheiros móveis por toda a parte. Embora o número de toaletes seja grande sempre tem fila de espera para usa-los.

O evento dispõe de um pronto socorro médico para pequenos problemas, este funciona 24 horas por dia.

Cachorros não são permitidos no evento. Dirigir dentro do Burning Man, também, não é permitido. É aconselhado conhecer o local a pé ou de bicicleta (sugere-se que você decore sua bicicleta como modo de expressão pessoal).

Onde acontece

Burning Man se realiza no deserto de Black Rock, 120 milhas ao norte de Reno, no estado de Nevada, EUA. Perto das cidades Empire e Gerlach.

A Playa, onde ocorre o evento, é uma grande planície no deserto, um vazio enorme, onde não existe árvores, grama, colinas, nada. A visibilidade é de quilômetros, o que dá uma sensação de imensidão.

Quando acontece

Burning Man acontece todo o ano na semana do feriado do dia do trabalho americano, ou seja, na primeira semana de setembro. Este ano o evento acontecera de 28 de agosto a 4 de setembro. O homem é queimado no sábado anterior ao feriado.

Quanto custa

Para entrar no evento você terá que comprar o ingresso que sai em média por US$ 200. Para quem compra com antecedência o ingresso é mais barato e as chances de se conseguir um bom lugar são maiores.

Estes podem ser adquiridos via Internet no site oficial do evento, por telefone (415-865 5263) ou pelo correio (Burning Man, P.O. Box 884688, San Francisco, CA 94188-4688).

O que levar

Você deverá levar tudo que for necessário para sobreviver no deserto por alguns dias com quase nenhuma infra-estrutura. Não esqueça de muita água (aconselha-se a beber quatro litros de água por dia no deserto), comida, barraca, saco de dormir, filtro solar, chapéu, gasolina.

Tampões de ouvidos são indispensáveis se você tem um sono leve. O festival de performances e shows não para nunca. Leve, também, fantasias ou qualquer coisa para ornamentar-se.

Como chegar

De Reno, Nevada, pegue a Highway I-80 East por aproximadamente 30 milhas. Pegue a saída número 43 para Wadsworth / Pyramid Lake, Highway 447. Dirija uma milha para Wadsworth e vire a esquerda, continue dirigindo a norte na Highway 447.

São 75 milhas para Empire, NV, onde você poderá encontrar gasolina e suprimentos. Continue 3 milhas para Gerlach onde também tem gasolina. De Gerlach, dirija a noroeste uma milha até uma bifurcação, pegue o lado da direita, Highway 34, e continue 3 milhas até a entrada para o Burning Man.

Boa viagem!


Fonte ZipTravel Magazine






























Ray Barbee - Let Us Run




Lolita do longboard



#BABESINMTK - RVCA meeting