segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Billabong Pro Tahiti - Medina épico em Teahupoo


Gabriel Medina derrota Kelly Slater na final histórica do Billabong Pro Tahiti na bancada de Teahupoo

ASP coloca Seasick Steve na trilha-sonora do vídeo. Mandaram bem 

Foi uma final dramática e a torcida brasileira sofreu até o final, porque Kelly Slater precisava de uma nota 9.33 para virar o resultado contra Gabriel Medina, que tinha dois high scores mas não estava confortável na bateria e nem podia.

Afinal, 9.33 é praticamente nada para o americano multicampeão do mundo, vencedor em Teahupoo quatro vezes. E competitivo como é, ele não iria dar mole ao garoto de Maresias e quase virou o resultado numa onda que tinha tudo para ser high-score, mas na saída do tubo a prancha ficou presa no tubo, sem velocidade, e Slater morreu dentro.

"This is the best World Tour event that I've ever seen", Kelly Slater no Facebook da ASP
A questão preocupante naquele momento era a liberalidade nas notas para Slater e a avareza na avaliação de Medina, pois ele estava entubando bem deep e saindo na baforada, enquanto o americano não estava com a mesma sintonia nas ondas.

Medina também quebrou a prancha e foi rebocado meio zonzo depois levar uma amassada sinistra num tubo sem futuro.

Faltavam 50 segundos para o final da bateria e, quando todos pensavam que a vitória de Medina estava garantida, Medina deu um certo mole ao não fazer valer a prioridade e Slater encontrou forças para pegar a última onda do campeonato. Ele deu um daqueles late take-offs impossíveis dele de sempre, cavou com toda a elegância de sempre, raspou a mão na água e ficou lá dentro uma vida. Saiu seco e deixou todo o mundo de olho na bateria em suspense.

Era onda para 9.33? Eu achava que não, mas em momentos assim, ele normalmente tem todo o carinho dos juízes da ASP. Mas, desta vez, bateu na trave. Ironicamente, da mesma maneira como ele faz com seus rivais que às vezes acabam agonizando no último minuto. Resultado, levou 9.30 e Gabriel Medina é o segundo brasileiro a vencer na temida bancada do Tahiti - o primeiro foi Bruno Santos, surfista de Niterói.

John Florence também surfou muito e não seria injusto vê-lo campeão da etapa. Numa bateria fantástica decidida nos detalhes que só os juízes são capazes de explicar, empate na semifinal por 19.77 com Slater. Com um 10 na cartola, Slater fez valer a tradição de seu nome falar mais alto na hora de soltarem a nota.

Na outra semi, Medina atropelou Bede Durbidge. O aussie tinha um bom retrospecto nas quartas, mas não achou as ondas na bateria: 18.67 a 4.17.

Com o resultado, o brasileiro escapa na liderança do ranking com 46.150 pontos. Vice no Tahiti, Slater desbanca o aussie Joel Parkinson do segundo lugar, com 38.350.

Medina atropela geral, mas tem as notas ligeiramente achatadas. Foto: ASP World Tour

Depois de faturar os títulos na Gold Coast e Fiji, com esta vitória em Teahupoo Gabriel Medina segue na liderança do World Tour e torna bastante possível o sonho do título mundial. A próxima etapa começa em 9 de setembro, nas ondas de Trestles, Califórnia.

Billabong Pro Tahiti 2014

1 Gabriel Medina (Bra)
2 Kelly Slater (EUA)
3 Bede Durbidge (Aus)
3 John Florence (Haw)
5 Adrian Buchan (Aus)
5 Kolohe Andino (EUA)
5 Dion Atkinson (Aus)
5 Owen Wright (Aus)

John Florence poderia perfeitamente sair campeão da etapa. Ele e Slater travaram uma semifinal fantástica, a bateria do ano, com desempate na melhor nota: 19.77 (10 e 9.77) a 19.77 (9.90 e 9.87)










Darren Rademaker - O colecionador

Darren Rademaker expõe os tesouros de sua coleção

Quem conhece as figuras de Malibu já ouviu falar de Darren Rademaker.

Além de local do pico, ele também é conhecido por ser o líder do The Tyde, banda com influências que vão de Beach Boys aos Byrds, grupos que tem muito a ver com a cultura do surf.

Além disso, Rademaker é um colecionador de LPs raros, sendo muito requisitado por DJs que apreciam o surf sound da Califórnia.

Num post do blog da Lightning Bolt, ele apresenta alguns de seus álbuns favoritos, pérolas do passado e que resgatam o clima das ondas.

Almost Summer Soundtrack


Beach Boys - Live At Madison Square Gardens: 1972

America - California Dreaming

California Projects Papa Doo Run Run

Dennis Wilson - Pacific Ocean Blue

Farmer Dave - Flash Forward

Flash Cadillac & The Continental Kids - Sons of the Beaches

Here Comes Summer

History of Surf Music ‘The Revival 1980-1982’

Jan & Dean - Popsicle

Legendary Masked Surfers - Rarities

Malibooz

Mike Love - Looking Back With Love

The Hawaiian Beach Boys - Pacific Pop Party

American Spring

Storm Riders Soundtrack

Surf Punks - Locals Only

Antonio Carlos Jobim - Wave


The Explorer's Club - Freedom Wind



Billabong Pro Tahiti - O maior espetáculo da Terra (terceira fase rodando tudo)


Com boas ondas na bancada, Gabriel Medina, John Florence, Kai Otton e Kelly Slater, entre outros, passearam pelos tubos de Teahupoo no domingo. Foto: Pat Stacy / Billabong.com

The Black Keys - Weight of Love



Royal Blood - Out Of The Black


Cyrus Sutton - A alma da Korduroy TV


Fundador do blog maneiro Korduroy TV, Cyrus Sutton passa a maior parte do tempo produzindo filmes, normalmente trabalhos ambientais ou que envolvem o surf.

Ele possui o velho espírito do surfista viajante e vive humildemente na sede da Korduroy TV em Encinitas, Califórnia, rodando pelas praias numa Van bacana nos últimos 10 anos.

O pessoal do incrível blog Indoek conversou com ele sobre o trabalho e o modo de vida deste surfista.


O que você faz para ganhar a vida e como tudo aconteceu? 

"Eu sou cineasta e surfista. É uma longa história. Comecei a surfar profissionalmente quando eu tinha 18, graças a Devon Howard, que foi o editor da Longboard Magazine na década de 90. Ele indicou meu nome para marca Hang Ten. Tive algumas reuniões e eles disseram que dariam uma grana para o surf. Nada comparado com os jovens de hoje. Apenas alguns para viajar e pagar a comida, pranchas de surf, mas, aos 18 anos, era como um bilhete para explorar o mundo real. Meus pais realmente queriam que eu fosse para a universidade, mas mesmo que eu não estivesse na escola, eu tinha um desejo de aprender que acabou explodindo, nada forçado. E comecei a aprender muito sobre fotografia e cinema. Li um monte de livros e assisti a algumas aulas de filmagem e edição de vídeo. Gostava de estar por trás da câmera. Fiz o meu primeiro filme de surf aos 20 anos, Riding Waves. Era um dia na vida de cinco surfistas que se aproximaram das ondas de forma diferente - Rob Machado, Joel Tudor, Dane Reynolds, Donavon Frankenreiter e John Peck. Todos eles se abriram e falaram coisas pessoais sobre suas famílias e por que surfam. O filme combina longboard, shortboarding, mostrou pranchas alternativas funcionando bem e se saiu muito bem em festivais e nas vendas. Fui parar  em reuniões com grandes agências de cinema em Los Angeles e não estava pensando realmente em tentar obter alguns dólares das marcas de surf. De lá para cá, trabalhei em LA, tanto quanto eu podia ficar por lá, comprometidos com uma vida simples, surfar ou pescar entre os trabalhos. Sempre usei o dinheiro que ganhei para fazer um trabalho comercial em TV para financiar projetos de surf. Comecei o site Korduroy.tv em 2009 para promover a cultura menos consumista do surf".

Leia a entrevista completa no Indoek