terça-feira, 23 de setembro de 2014

Jordy Smith escapa de levar multa da ASP

Jordy Smith e o boné da Red Bull durante a premiação do Hurley Pro. Foto: ASP


A nova ASP, uma vez conhecida como ZooSea, futuramente WSL, ainda confunde um pouco os próprios competidores.

Logo depois de ganhar o Hurley Pro em Trestles, o sul africano Jordy Smith vestiu seu boné da Red Bull, pegou sua latinha do energético e partiu rumo ao pódio, receber seu prêmio.

Procedimentos de rotina, diria o delegado, mas não nesse novo mundo corporativo da ASP/WSL.

Voltando um pouco no tempo, antes de começar o Quik Pro, primeira etapa do Tour, todos competidores foram convocados para uma reunião no Hotel Coolangatta – técnicos e empresários não eram permitidos.

Cada um dos surfistas no WCT, homens e mulheres, receberam um contrato, já negociado anteriormente pela entidade que representa os surfistas profissionais, a World Professional Surfers, e todos assinaram.

Segundo a revista/site australiano Stab, nesse contrato estava previsto que os surfistas poderiam usar os bonés dos seus patrocinadores se houvesse a cláusula, Usar boné NO palanque, caso seus contratos tenham sido assinado antes de fevereiro de 2014.

A mesma Stab fez uma entrevista com Jordy sobre a confusão da multa de US $ 50.000.

O Woohoo tomou a liberdade de traduzi-la para seus leitores.

Leia abaixo

Stab: Você poderia estar com menos 50 mil dólares no banco agora.

Jordy: Sim! Por sorte eu nunca levei uma multa.

Stab: Como isso aconteceu?

Jordy: Eu estava ali, antes de subir no pódio e aconteceu uma falha de comunicação. Eu não tenho certeza, mas acho que se você assinou seu contrato até uma determinada data você pode usar o boné da Red Bull ali na premiação. Se assinou depois, não pode… Eles também não estavam certos sobre o meu contrato e então eu pensei: “Porra! Se for pra fazer parte disso tudo vou usar meu boné. Aí eles falaram: tá sabendo que se usar o boné vai pagar 50 mil de multa?”. Eu pensei no contrato e achei melhor encarar a multa.

[Nota da Redação - Jordy fez uma conta rápida, 100.000  Dólares da premiação, mais o bônus (a Red Bull normalmente oferece 25.000 de prêmio por uma vitória), e acrescentou ainda o salário de 350.0000/Ano]
Stab: Como assim? Vai buscar seus direitos ou vai pagar a multa?

Jordy: Eu disse Ok. Se forem me multar, vou pagar os 50 mil. Meus patrocindores que tomam conta de mim e pagam minhas viagens pelo Tour. Vai sobrar pra mim no final das contas. Antes de eu subir, eles mudaram o discurso: “OK. Na verdade você pode subir com o boné.”

Stab: Então você escapou por pouco.

Jordy: Sim. E eles disseram que eu não poderia levar a latinha, mas que poderia levar a prancha. No final deu tudo certo.

Stab:  A Sally Fitzgibbons não usou o bone da Red Bull no pódio.

Jordy: Ela tinha dois bones diferentes. Eu pensei “Uau, isso é de verdade.” Ela estava com um que tinha a Red Bull e alguns seus patrocinadores. No outro estava o restante de seus patrocinadores. Eu acho que ela assinou o contrato depois da data limite estipulada.

Stab:  Você pode segurar a latinha quando vence o Campeonato e sai carregado?
http://www.woohoo.com.br/jordy-quase-multado-pela-asp/
Jordy:  Sim. Eu tenho certeza de que você pode segurar a latinha. Só não pode no pódio. Não acha?

Stab:  Você ganha um bonus para beber da latinha depois das vitórias?

Jordy:  Não. Nada extra. Sou apenas um bom funcionário

Stab:  E as latas da red Bull exibidas no seu vestiário?

Jordy:  Cara, eu acho que seis ou setes latinhas foram levadas. São minha propriedade! Fui roubado (rsrsrs)! Eu desci lá e falei com Damien Fahrenfort. Estão arruinando minha ração de Red Bull. Todo dia eu levava umas duas latinhas extras já sabendo que as pessoas estariam com sede durante o campeonato.

Fonte Woohoo

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Direito do Mar - ONU apoia medidas da Global Ocean Commission

Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar apoia medidas da Global Ocean Commission



Pela falta de legislação nas águas internacionais, a iniciativa pretende reverter o processo de degradação do ecossistema marinho nos próximos cinco anos

O planeta Terra tem cerca de três quartos de sua superfície coberta por água e, apesar disso, esse é um dos recursos mais maltratados e o que causa maior preocupação em relação ao futuro. Por isso, com o objetivo de acabar com a destruição dos fundos marinhos, poluição e pesca predatória, foi criada em fevereiro de 2013, a Global Ocean Commission, composta por uma equipe multinacional de renomados representantes políticos e empresários.

Com o apoio da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), da ONU, a comissão busca restaurar a produtividade dos oceanos a partir de uma gestão de recursos, pois por conta da ausência de uma governança adequada, alguns continentes acabam abusando da liberdade e, constantemente, saqueiam as riquezas marítimas desprotegidas. Pensando nisso, a comissão pretende aumentar a regulamentação na utilização deste recurso já que cerca de 64% da área ocupada pelos oceanos é alto mar, ou seja, não tem jurisdição de qualquer país.

“Nossas propostas são prioridades deste momento para evitar a destruição da fauna e da flora. Aos poucos muitas espécies estão sendo extintas, os corais estão desaparecendo, a pesca predatória por arrastão, que acaba levando toda vida marinha grudada no fundo do mar, está aumentando grandemente, entre outras coisas”, explica Luiz Fernando Furlan, ex-ministro do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e atual Comissário Brasileiro da Global Ocean Commission.

Para que os danos causados no ecossistema marinho sejam reversíveis é necessário que as mudanças ocorram em até cinco anos. Tal recomendação afeta principalmente países como os Estados Unidos, a União Europeia, a China e o Japão.

“O aquecimento dos mares vai destruir países inteiros. Alguns vão acabar completamente cobertos de água e vão desaparecer. Muitos podem não se dar conta, mas há grandes chances da orla de Copacabana desaparecer com todos esses efeitos que os cientistas estão prevendo por conta do aumento do nível do mar. Por isso, quanto mais gente apoiar a causa da comissão, mais fácil será que as Nações Unidas se movam e convençam seus países associados a aderir também”, diz o comissário.

A Global Ocean Commission, composta por dezessete representantes que são ex-chefes de Estado, Governo, ministros e líderes empresariais proeminentes, passou cerca de 18 meses investigando o declínio dos oceanos para criar o relatório "Do declínio à recuperação: um plano de salvação para os oceanos do mundo", em que especificam oito objetivos e propostas para restaurar e proteger os mares. Entre os principais passos, estão em destaque a pesca ilegal (que tem impactos ecológicos, econômicos e sociais) e, claro, a contaminação, que fazem com que todos os países sejam afetados, em especial os em desenvolvimento que, muitas vezes, dependem dos oceanos para segurança alimentar.

"Cerca de 60 por cento destas subvenções fomentam práticas insustentáveis e sem elas a indústria pesqueira em alto-mar não é financeiramente viável", especifica o relatório. Além disso, a conservação da fauna marinha também ajuda a amenizar os efeitos do aquecimento global, já que os peixes e outras formas de vida aquática em alto mar absorvem o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, o suficiente para poupar mais de US$200 bilhões em danos climáticos anuais.

“Quando nos damos conta do aquecimento global e da acidificação das águas do oceano, e que isso tudo vai mudar a vida das gerações futuras, é preciso pensar em soluções para reverter esse quadro, pois em algumas regiões do mundo a vida da pessoa já está completamente diferente por conta dessas mudanças. Há lugares na China onde as pessoas andam de máscara nas ruas por conta do ar poluído. Para nós, brasileiros, isso tudo parece uma coisa muito distante, pois vemos apenas o rio Tietê, o rio Pinheiros, a lagoa Rodrigo de Freitas, a sujeira da Baía de Guanabara para as Olimpíadas, mas isso é apenas aquilo que os olhos podem ver. A comissão procura ver além, olhar tudo que está acontecendo fora de nossas vistas para sensibilizar as pessoas a evitar que o pior aconteça”, esclarece Dr. Furlan.

Confira abaixo as propostas da Global Ocean Commission para a melhoria dos oceanos

Proposta 1: Por meio de uma meta de desenvolvimento sustentável a Global Ocean Commission quer reduzir a perda da biodiversidade marinha eliminando a pesca ilegal e reduzindo em 50% a quantidade de resíduos plásticos no ambiente marinho

Proposta 2: Para cuidar dos mares a comissão propõe a criação de organizações regionais para gestão do oceano e o fortalecimento da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM)

Proposta 3: Para acabar com a sobrepesca e a pesca ilegal a GOC pede que sejam adotados três passos: transparência integral dos subsídios à pesca, classificação para identificar e distinguir aqueles que são prejudiciais e limitação dos subsídios para combustíveis utilizados na pesca em alto mar nos próximos cinco anos. Atualmente a frota pesqueira mundial é 2,5 vezes maior do que o necessário para que as capturas sejam sustentáveis.

Proposta 4: Além dos impactos ambientais, a pesca ilegal tem impactos econômicos e sociais que afetam, em especial, os países em desenvolvimento. Para acabar com a prática, é preciso, por meio de compromisso e cooperação, punir os praticantes

Proposta 5: Ações coordenadas dos governos, do setor privado e da sociedade para incentivar a reciclagem e conscientizar o consumidor, já que 80% dos resíduos encontrados no mar vem do continente, essa medida é essencial

Proposta 6: Os impactos da exploração de petróleo e gás são também responsáveis pela perturbação da vida marinha, por isso a comissão pretende estabelecer padrões internacionais de segurança e responsabilidade para essa atividade

Proposta 7: Para conseguir monitorar todo o progresso das propostas feitas em direção a um oceano mais saudável a comissão recomenda a criação de um comitê independente de responsabilidade pelos oceanos

Proposta 8: A fim de conseguir alcançar os objetivos propostos, é necessária a criação de uma Zona de Regeneração em Alto Mar, uma região onde não seria liberada a pesca. Tal medida não afetaria a economia, pois apenas 1% das espécies de peixes é capturado exclusivamente em alto mar, e ainda traria um alto impacto ambiental positivo com pequeno custo.

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Associação de Niterói - 34 anos de altas ondas



Por Gilberto Pereira


Em clima de festa, a Associação de Surfe de Niterói está comemorando 34 anos de muito trabalho no desenvolvimento do esporte na cidade. Está entre as principais associações de surfe do Brasil e uma das poucas no Estado do Rio de Janeiro que está realizando o circuito principal e o da nova geração.

É uma das mais antigas do país e começou em uma casa de praia em Saquarema, onde há mais de 30 anos os surfistas niteroienses Élvio Pereira, Antônio Merrê, Jorge Todaro, Sergio Zveiter entre outros amigos se reuniam.

O esforço e o trabalho da ASN ao longo desses 34 anos é reconhecido por surfistas de todo país, e tem como finalidade desenvolver a prática do surfe, promover e organizar eventos e manifestações de caráter esportivo, social, cultural, cívico e ecológico.

“Ser o presidente de uma das associações mais respeitadas do país é uma responsabilidade muito grande, por isso me dedico tanto para dar continuidade a esse belo trabalho que foi plantado há 34 anos atrás. Estou muito feliz com os resultados apresentados pelos nossos atletas da nova geração nas competições fora da cidade.” Afirma Renato Bastos.

Empossada desde 2005, a gestão é a mesma neste biênio de 2013/14, composta pelo presidente Renato Bastos e o vice Renato Fraga, entre outros membros da diretoria.

Atualmente a associação está organizando três etapas do circuito principal e mais três do circuito nova geração, que vem revelando novos talentos na cidade e há bastante tempo fazendo campeões no circuito estadual.

Os 34 anos da ASN vão ser comemorados de uma maneira bem legal, com a realização da terceira e última etapa do Circuito ASN Cyclone Nova Geração de Surf 2014, na praia de Itacoatiara ou Canal de Itaipu, dia 27 ou 28 de setembro. No sábado a noite vai acontecer uma festa na Boate Casa, em Icaraí. Afinal, não é sempre que uma entidade permanece por tanto tempo na crista da onda. Portanto nada mais justo que essa data seja comemorada em grande estilo, para que fique mais uma vez na memória de todos, em especial daqueles que sempre lutaram, trabalharam, patrocinaram, apoiaram e torceram pelo sucesso da ASN.


Festa de Aniversário de 34 Anos da Associação de Surfe de Niterói – ASN
Local: Boate Casa. Rua Mariz e Barros, 397, Icaraí.
Data: 27 de setembro de 2014.
Atrações: Show com a banda Rock Bravo (formado por integrantes da banda Rainha da Noite), DJs Fillippo Batista, Gustavo Magôo, vídeos de surfe no telão e coquetel das 22:00h às 24:00h para os convidados.
Informações: Gilberto Pereira Promoter & Black Firma Eventos. Telefone: 9-9323-1910. E-mail: gilbertoeventos@gmail.com