sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O sonho de Gabriel Medina

Gabriel Medina chega ao Brasil com status de astro, de olho na prova que define o título mundial no Hawaii. Foto: Ivan Storti 
Por Fábio Maradei

O surf brasileiro já tem seu fenômeno de mídia. Nesta sexta-feira (24), tão logo chegou da Europa, o líder do WCT, Gabriel Medina, participou de uma badalada coletiva de imprensa, promovida por seu patrocinador principal, a Rip Curl, semelhante a entrevistas protagonizadas por craques de futebol, lembrando muito quando Neymar atende aos repórteres.

Muitos jornalistas compareceram ao evento num hotel ao lado do Aeroporto de Guarulhos, a maioria que não cobre habitualmente o surf, comprovando seu sucesso. Tão logo desembarcou de Portugal, Medina nem teve tempo para descansar e enfrentou a grande sequência de perguntas e depois ainda teve “fôlego” para várias entrevistas exclusivas.

Mostrando muita maturidade e segurança, Ele fez questão de destacar a tranquilidade para a disputa pelo título, marcado para dezembro nas ondas de Pipeline, no Havaí, contra dois grandes ícones, ninguém menos que o 11 vezes campeão mundial, Kelly Slater, e o atual tri do Mundo, Mick Fanning.

“Na etapa do Havaí, os dois (Slater e Fanning) normalmente têm bons resultados. Esse é meu terceiro ou quarto ano no tour e meu foco no Hawaii é ir para ganhar. Sei que eu preciso de um terceiro para ser campeão mundial, mas o Kelly e o Micky são dois caras que tenho certeza que vão estar lá, das quartas para cima. Vou focar no meu trabalho mesmo e não pensar neles. Vou para a vitória”, afirmou.

O surfista sabe que fez uma ótima temporada e descarta a pressão. "O último resultado poderia ser melhor, mas não sinto pressão. Tenho 20 anos, tenho mais 10 anos de carreira e não tenho pressão. Procuro dar meu melhor e ser for da vontade de Deus. Ele que vai saber o que fazer. Somos brasileiros, não vamos desistir nunca", destacou.

"Ganhar esse título seria muito importante para minha carreira e para o Brasil. Especialmente sobre o Kelly Slater, que aos 42 anos ainda briga pelo título. Estou vivendo um sonho. Estou competindo com meus ídolos e ganhar um título em cima deles seria grande", complementou.

CRIANÇA - Gabriel também contou um pouco de sua vivência no surf. Começou aos oito anos de idade e aos 13 decidiu que iria seguir a carreira, com apoio total dos pais, Charles e Simone. “Eles vieram e me perguntaram o que eu queria ser de verdade. Surfava todos os dias, mas era criança e eles achavam que eu surfava mais por diversão. Com 13 anos, falei que queria ser surfista profissional e campeão mundial. Meu pai falou: Está bom. A gente vai começar a treinar, competir, ter uma vida de profissional, de atleta. Desde ai, ele e minha mãe foram os primeiros a acreditar”, lembrou.

O pai, Charles, também participou da entrevista, e contou a longa caminhada em busca do título. “A gente vem conversando ao longo dos anos. Não está se preparando para o título a partir de agora. É desde que o Gabriel era criança, quando ele já tinha na cabeça que queria ser campeão. Estamos trabalhando com profissionais específicos, como médicos, preparadores físicos e com o apoio dos nossos patrocinadores”, relatou.

O pai e técnico também destacou a preparação para a etapa final em Pipeline. “Eu e o Gabriel temos de manter a paz para transformar a pressão em algo que está nos levando à vitória. A preparação é essa. Claro que há uma preparação específica. Agora vem uma etapa de onda pesa. Vamos fazer o mesmo que trabalho que fizemos em Teahupoo. Deu certo lá. Ele chegou forte, chegou grande e acabou ganhando. Então vamos repetir o trabalho que já deu certo”, revelou.

“A pressão é a mesma e não vamos mudar muita coisa. Ele vai chegar forte, surfando bem e, com certeza, estamos acreditando no título. Acho que isso também é importante. Você acreditar, para depois ir lá e vencer a competição”, acrescentou Charles.

ÍDOLO - Gabriel sabe do papel de destaque que ocupa hoje no esporte, não só no surf, tornando-se um ídolo, sobretudo por sua juventude. “Tenho acompanhado os outros esportes e infelizmente não fomos bem esse ano. Tenho uma esperança. Quero muito representar o Brasil e trazer esse título mundial. Não só por mim, mas pela torcida que venho recebendo. Nunca tivemos isso no surfe e nunca estivemos tão perto de um título. Não vou deixar essa oportunidade escapar", afirmou.

“O surf tem crescido bastante devido aos meus resultados e tudo que está acontecendo. A gente nunca teve isso. Eu tenho contato com o Neymar e outras celebridades e eles torcem por mim. O surf tem crescido mesmo, nas mídias, fãs. Parece que eu tenho um estádio na praia. Isso é muito legal. Se tudo der certo, acho que o esporte vai crescer bastante. O Brasil nunca teve um campeão mundial. Posso ser o primeiro. Cada dia que passa tem mais gente surfando. Acredito que posso ser campeão mundial e ajudar (a modalidade) a crescer com certeza”, destacou Gabriel Medina.

Ao final, também comentou o episódio de sua derrota na etapa de Portugal, quando deixou da água antes do final da bateria. "Saí alguns minutos antes, mas foi um engano. Não consegui escutar o tempo que restava, achei que era a última onda e saí mais cedo. Quando saí da bateria minha mãe veio brigar comigo: 'Por que saiu mais cedo? Volta lá, ainda temos tempo!' (risos)", completou.

Gabriel Medina sonha com o título mundial. Foto: Ivan Storti

Urban Beach - Verão no estilo HB

Fernando Fanta, atleta HB, veste a coleção de verão 2015 da marca australiana
A australiana HB - Hot Buttered, buscou inspiração na união entre elementos da natureza e e do cenário urbano, para desenvolver a coleção Urban Beach, verão 2015. A evolução do esporte e o resgate das raízes traz um espírito de liberdade para a estação.

O cenário urbano aparece em formas geométricas, cores da arquitetura, formas minimalistas e limpas da cidade. Fotografias trends de manobras de skate, curvas e rampas remetem ao street. Já o clima de natureza nasce nas referências ao fundo do mar, folhagens, flores, padrões tropicais e cores saturadas.

As duas esferas se fundem e revelam a conexão entre o homem e a natureza, mostrando o quanto é importante cultivar essa energia. Vemos na cartela de cores a junção de urbanidade e natureza incorporando elementos de ambos os lados, com a associação de cores tropicais com o preto.

As cores do fundo do mar, como o azul refrescante e o amarelo ácido, combinadas com tons pastéis, remetem a tendência underwater, além do rosa, vermelho e laranja, cores características da flor estrelícia, presentes na coleção.

As estampas foram inspiradas na natureza com hibiscos e folhagens de palmeiras, além das paisagens de oceanos, com vistas aéreas revelando texturas e cores que também serviram de referência.

A coleção está repleta de camisetas tinturadas que ressaltam as cores tropicais e os tons de cinza que estão presentes nos dois universos. Para interpretar os temas náuticos, a HBconvidou o artista Lincoln Noyori - que desenha o personagem Marujo - para aliar o seu traço aos elementos marinhos.

Destaque para a mais nova aposta da marca que lança para a linha de boardshorts uma nova tecnologia, o tecido Quadstretch. Ele proporciona elasticidade total às peças, resultando em maior mobilidade e conforto para a prática de esportes.

As peças de passeio ganham a versatilidade de serem usadas para pegar onda pela manhã e ir até um restaurante ou cinema a tarde. São roupas híbridas confeccionadas em tecido para surfar, com desenhos exclusivos e modelagem de passeio.

A HB também desenvolveu uma coleção juvenil e uma linha de acessórios com meias, carteiras e bonés. As novas peças já estão disponíveis nas prateleiras das lojas e podem ser encontradas nas principais surf shops do país, além das lojas próprias localizadas no Shopping ABC e Tietê Plaza Shopping.

Sobre a HB:
Site: www.hb.com.br/
Facebook: www.facebook.com/HBBrasil
Instagram: @hbbrasil
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Informações à imprensa:
MKT MIX Assessoria de Comunicação
Tânia Otranto/ Balia Lebeis / Roberto Ethel
Contato: Daniela Vinci
danielavinci@mktmix.com.br
Tel: (11) 3060-3640 r 3613


Além da visão - A sensibilidade de Derek Rabelo

Além da Visão exibe a história de Derek Rabelo, um capixaba de muita sensibilidade e que surfa sem enxergar a onda 
Trailer de Além da Visão

Rio Eisbach, Alemanha


Derek Rabelo, surfista capixaba que nasceu sem a visão, acaba de voltar de uma turnê pela pela Europa, onde visitou nove países para promover seu filme “Além da Visão” (Beyond Sight), um documentário que retrata sua trajetória no surf e a experiência de surfar ao lado de grandes nomes do esporte pelo mundo afora, como Kelly Slater e Joel Parkinson.

"Foi um prazer imenso, me senti muito abençoado por ter a oportunidade de estar na Europa fazendo o tour do meu filme. Cada país que passei tem um povo e uma cultura diferentes. Foi sensacional estar em contato com todas essas pessoas. Me deixou mais feliz ainda perceber que todo mundo gostou do filme e se empolgou com a história. Recebi muitos elogios", conta Derek Rabelo.
Derek aproveita a onda estática do Rio Eisbach, Alemanha. Foto: Derek Rabelo

O filme contou com sessões de lançamento em nove países: Portugal, França, Alemanha, Holanda, Suíça, Inglaterra, País de Gales, Espanha e País Basco. Em todos a reação do público foi surpreendente e o garoto de 22 anos acumula novos fãs e amigos por onde passa.

"Além de promover o filme, também tive a oportunidade de surfar em vários lugares por lá, como França, Espanha e Portugal. O que mais me marcou e me deixou entusiasmado foi surfar em Nazaré, no Shore Break. Não estava muito grande, mas tinha ondas muito boas e eu era a única pessoa surfando de prancha em meio a vários bodyboarders, como meu treinador Magno Passos. A água é muito gelada, mas mesmo assim acabei surfando só de boardshort e foi muito maneiro, peguei altas ondas. Me surpreendeu o peso e a força das ondas de lá", revela Derek Rabelo.
Derek Rabelo bota pra baixo nas ondas de Nazaré, Portugal. Foto: Bruno Lemos.
Aos 17 anos, ele embarcou em uma jornada de três temporadas seguidas ao North Shore, em Oahu, Hawaii, um dos destinos de surf mais perigosos do mundo, mesmo para atletas profissionais renomados. Sua atitude, habilidade e coragem deixaram todos espantados.

“Eu nado, surfo, ando de skate e bicicleta. Com Deus, tudo é possível", explica o atleta que nunca deixou nenhuma limitação o definir. Mas somente surfar não era suficiente para ele que queria cair em Pipeline, um dos picos mais perigosos do mundo. “Consigo ver tudo o que vocês veem, só que de outras formas.”

Após conhecer o trabalho do diretor, Bruno Lemos - que já estava desenvolvendo um longa-metragem em que Derek era o protagonista -, o surfista e produtor Bryan Jenning se ofereceu para produzir "Além da Visão", que retrataria a jornada de Derek na busca de surfar um tubo em Pipeline. O carioca e o norte-americano se uniram para contar essa incrível história da melhor forma possível.

Com quase um ano de filmagens no Hawaii, Califórnia (EUA) e Brasil, o filme conta com a participação de surfistas como Makua Rothman, Kelly Slater, CJ Hobgood, Damien Hobgood, Laird Hamilton, Tom Curren, Derek Ho, Lakey Peterson e Coco Ho. O documentário é uma produção da Walking On Water Films e S4J Hawaii Productions, duas organizações sem fins lucrativos.

Derek Rabelo faz parte da equipe Billabong e atua como embaixador da marca ao redor do mundo.

Mais informações - www.billabong.com.br  | https://www.facebook.com/billabongbrasil

Sobre Derek Rabelo - Nascido em 1992, na cidade de Guarapari (ES), recebeu de seu pai, Ernesto Rabelo, o nome em homenagem a Derek Ho, primeiro havaiano campeão mundial de surfe. O garoto herdou o DNA dos surfistas da família Rabelo, já que seu pai e seus tios também pegam onda.

Médicos constataram que Derek nasceu cego e portador de Glaucoma Congênito, uma doença rara que atinge os olhos. Mesmo assim, sua família sempre acreditou que ele seria capaz de fazer qualquer coisa. Aos 2 anos, deram ao menino uma prancha de bodyboard e a praia virou seu quintal.

Derek cresceu e a brincadeira ficou séria. Resolveu aprender a surfar. Aos 17 anos, entrou na escola de surfe de Praia do Morro, em Guarapari (ES).

No começo, todos apoiavam a iniciativa, mas com o passar do tempo acharam arriscado para Fabio Maru (seu professor) ensinar um cego a surfar. Maru não deu ouvidos e continuou a missão. O professor estava certo. Em apenas três meses de aula, Derek já era notícia nos jornais e na TV local.

Derek foi convidado para ir ao Hawaii. Ele não queria apenas conhecer o lugar, sonhava em surfar Pipeline. "Surfar lá foi difícil, mas eu não tive medo. Minha fé é maior do que meu medo", diz Derek Rabelo.

Ele ganhou as páginas dos jornais e foi protagonista de matérias na televisão estrangeira. Conquistou carinho e simpatia dos moradores locais e grandes fãs, como Kelly Slater e Mick Fanning. Sua história rodou o mundo.

Derek despertou o interesse de Bruno Lemos (fotógrafo e cinegrafista brasileiro que mora no Hawaii) e foi convidado para participar do documentário “Além da Visão” ("Beyond Sight"), realizado em parceria com Luís Werneck e lançado recentemente.

Além de surfar, o atleta anda de bicicleta, já saltou de paraquedas, pratica e compete Skate Downhill e fez tow-in com Carlos Burle. A vida de Derek é exemplo de superação. Hoje ele participa de eventos e palestras motivacionais.
               
Sobre a Billabong Marca australiana fundada em 1973 pelo surfista e shaper Gordon Merchant e por sua esposa, Rena Merchant. Apaixonados pelo lifestyle da cultura surf, foram os inovadores do mercado de boardshorts. No Brasil desde 2000, pelo Grupo GSM Brasil, a Billabong se destaca como uma das principais representantes dos esportes de ação.

Contatos para Imprensa:
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